Agricultura regenerativa: como obter bons resultados em longo prazo?

Algumas práticas da agricultura e do agronegócio são extremamente nocivas para o meio-ambiente e podem causar danos irreversíveis no planeta, seja do ponto de vista ecológico quanto do econômico. Para pensar estratégias que possam ser mais sustentáveis surgiu o termo agricultura regenerativa. Mas, o que isso significa e como se dá a implementação dessa prática?

Neste texto vamos analisar o que é a agricultura regenerativa, o que ela propõe e como implementar suas ideias. Continue a leitura e saiba mais!


O que é agricultura regenerativa?


Sustentabilidade é o conceito central da agricultura regenerativa. Como o próprio nome indica, a ideia é recuperar o ecossistema e pensar práticas que sejam menos destrutivas no longo prazo. Essa proposta busca implementar práticas que possam ajudar o sistema agrícola a se regenerar em um processo de retroalimentação.

A problemática da devastação sistemática do planeta e de seus recursos naturais tem chamado a atenção no debate e tem se tornado uma pauta urgente. Buscar outras formas de utilizar esses recursos sem que os mesmos sejam destruídos é uma preocupação do Grupo de Agricultura Sustentável.

A ideia do grupo é criar um espaço de trocas de experiências que possam ajudar mutuamente os produtores e gestores de fazendas. Além disso, busca-se otimizar os recursos naturais ao mesmo tempo em que se procura diminuir os impactos no meio ambiente.


Quais as práticas da agricultura regenerativa?


A agricultura regenerativa propõe algumas práticas que podem ajudar na manutenção dos recursos do planeta. Conheça algumas delas:

•    Rotação de culturas: esta é uma prática mais conhecida que ajuda a o solo a se recuperar e a se regenerar entre uma cultura e outra. Serve também no controle de pragas e doenças além de permitir que os venenos utilizados no controle dessas se torne mais eficiente;
•    Plantio direto: trata-se de uma estratégia menos violenta em que o plantio é feito diretamente sobre o solo não revolvido, sem aragem. Para isso é utilizada a palhada para proteger as sementes;
•    Foco na saúde do solo: o desenvolvimento de técnicas que permitam que o solo se recupere e possa ser reutilizado em todo o seu potencial, além de planejar manejos diferenciados e aplicação de vitaminas minerais;
•    Manejo Integrado de Pragas (MIP): Essa estratégia busca analisar o comportamento de insetos e o controle das pragas no ambiente, uma vez que ambos estão interligados. Sabendo quais são os padrões desses insetos, fica mais fácil escolher o método de controle de pragas que seja mais eficiente.


Vantagens da agricultura regenerativa


A agricultura regenerativa propõe diversas vantagens para a sua plantação. Dentre elas:
•    Recuperação e melhoria de solos devastados pela constante exploração;
•    Enriquecimento do solo com a produção de vitaminas e minerais;
•    Maior equilíbrio biológico;
•    Diminuição de episódios de estresse hídrico;
•    Plantações com maior qualidade e que apresentem plantas mais saudáveis;
•    Redução de gastos.

A recuperação do solo com as estratégias propostas pela agricultura regenerativa só traz vantagens, afinal, ainda que seja necessário despender um tempo pensando em estratégias menos agressivas ao meio ambiente, essas estratégias podem aumentar a produtividade de plantas mais saudáveis.


Como investir nesse tipo de prática, afinal?


Toda mudança causa estranheza e até mesmo uma resistência antes de ser implementada. O debate acerca de práticas menos nocivas ao meio ambiente costuma dividir opiniões, no entanto, esse debate e essas novas possibilidades são essenciais para a sobrevivência da vida no planeta.

Dessa forma, a pesquisa é o primeiro ponto a ser pensado para investir na agricultura regenerativa. Analisar o solo, pensar em estratégias como aquelas apresentadas mais acima nesse texto, além de buscar compreender o funcionamento da reposição de nutrientes no solo são pontos básicos para começar a pensar novas práticas.

É importante ter em mente que essa não é uma mudança que tenha bases estritamente teóricas. A regeneração do solo pode ajudar a cultivar plantas mais fortes, que possam aumentar a saúde da população e, consequentemente, despender menos dinheiro. Dessa forma, além de impactar positivamente o meio ambiente, ainda se gasta menos dinheiro com isso.


Conclusão


O debate sobre agricultura regenerativa e sustentável já é uma realidade. Pode ser que as estratégias ainda sejam tímidas, porém não há saída para o problema da diminuição de recursos do planeta que não seja repensar as práticas.

É importante pensar estratégias que possam ser implementadas no curto prazo de forma a serem visíveis no longo prazo. Planejar, estudar, pesquisar são essenciais para essa nova fase da agricultura.

Como você compreende a agricultura regenerativa? Já conhecia essa possibilidade? Tem alguma dica que gostaria de compartilhar? Comente abaixo!