Estresse hídrico nas plantas: quais são seus efeitos ?

O estresse hídrico nas plantas acontece quando a quantidade de água não condiz com a real necessidade da plantação. Se o clima é muito seco ou muito úmido, isso pode causar problemas de falta ou excesso de água. Além disso, para cada tipo de planta existe uma quantidade ideal que, se não for observada, pode causar prejuízo às plantações.

Existem algumas estratégias que podem ser tomadas para evitar a perda eventual de uma cultura pelo problema da água. Nesse post vamos falar sobre os motivos pelos quais acontece o estresse hídrico e a importância das quantidades certas de água para as plantas. Continue a leitura e entenda o problema!
 

Por que a água é tão importante para as plantas?


Todo ser vivo depende de alguma quantidade de água para viver, sendo que a mesma desempenha uma série de funções no organismo. A água cobre pouco mais de 70% da área do planeta que é conhecido, não por acaso, como o Planeta Azul.

Portanto, é compreensível que os processos evolutivos tenham tornado a água um elemento de importância fundamental para a vida. No caso das plantas, isso não é diferente e a quantidade de água de uma planta herbácea, ou seja, uma planta cujo caule não produz madeira pode ser superior a 90%.

A água também é responsável por diversos processos pelos quais a planta passa, como o processo de germinação, na fotossíntese e no fechamento estomático, que é a forma pela qual a planta se alimenta. A água também é essencial no crescimento vegetal e na regeneração do solo.
 

Como ocorre o estresse hídrico?


A causa mais comum do estresse hídrico pela seca é a ausência de chuvas, ou então quando há irregularidade nos padrões de chuva de determinado local. Assim, o solo não consegue suprir a demanda de grandes plantações.

É importante ter em mente que o solo consegue reter quantidades de água que são absorvidas pelas plantas que, por sua vez, por meio da transpiração vegetal devolvem quantidades de água ao solo. Porém, quando há escassez de chuvas, o solo não consegue armazenar o suficiente para que esse processo se desenrole.

O Ponto de Murcha Permanente (PMP) é a forma como esse problema é intitulado. Ele consiste na insuficiência de água, os níveis ficam muito abaixo do esperado e, assim, as plantas despendem grandes quantidades de energia sem conseguir a hidratação necessária.
 

Quais os efeitos do estresse hídrico nas plantas?


O estresse hídrico nas plantas causa uma série de reações em cadeia que podem acarretar na perda da plantação. A água é responsável por ativar funções metabólicas, fisiológicas e químicas e sem ela não há chance de sobrevivência. Além disso, há o fechamento dos estômatos.

Como foi dito acima, os estômatos são pequenos orifícios localizados na derme das plantas e que servem para realizar a fotossíntese, para expelir gases e também sugar eventuais nutrientes do ambiente. A falta de água impede que os estômatos permaneçam abertos e realizando sua função.

Quando os estômatos se fecham, há um problema no processo de fotossíntese e também acontece uma redução brusca do suprimento de CO2. Assim, o crescimento e desenvolvimento da planta são interrompidos e ela começa a murchar e a secar. Eventualmente, se o problema hídrico não for solucionado, a planta morre.


O que fazer, então?


Conhecer o histórico de chuvas da região é uma estratégia muito utilizada para driblar o estresse hídrico nas plantas. Sabendo quais são os períodos com mais chances de chover pouco ou nada, ou então aqueles que costumam ser os meses mais úmidos, fica mais fácil planejar o plantio de espécies que consigam conviver bem em cada situação.

A hibridização das plantas, assim como a rotação de culturas podem ser duas estratégias a serem combinadas com a análise do histórico de chuvas. Em todo caso, é importante conhecer as demandas de cada tipo de planta que você pretende cultivar, afinal, cada uma necessita de quantidades diferentes de água para se desenvolver.

A irrigação técnica também é uma opção para evitar a seca, no entanto, dependendo do tamanho da plantação, ela se mostra inviável. Assim, a escolha das variedades mais resistentes a climas quentes e secos pode ser uma saída válida para o problema.

Como você pôde perceber nesse texto, o problema da água é sério, porém não é impossível de contornar. Utilizando as estratégias propostas no texto é possível manter sua plantação viva e sadia. Se você gostou deste conteúdo, compartilhe esse texto nas suas redes sociais!